Últimas públicações

Brasil vai incluir 50 milhões de brasileiros no SUS

Presidente da República, Jair Bolsonaro durante solenidade
de lançamento do Programa Previne Brasil
Imagem: Reprodução Assessoria Planalto
Governo anunciou recursos extras para município que tiver novos cadastros e qualidade no atendimento

ais dinheiro para quem trabalhar mais e melhor. Com o lema “ganha mais quem cuida mais”, o presidente Jair Bolsonaro lançou, nesta terça-feira (12), em Brasília (DF) o programa Previne Brasil. São R$ 2 bilhões a mais de recursos para os municípios investirem na Atenção Primária à Saúde (APS). Com isso, 50 milhões a mais de brasileiros receberão atendimento.
Antes, a distribuição de recursos era feita com base na quantidade de pessoas residentes e de serviços existentes em cada município, sem considerar o atendimento efetivamente prestado pelas 43 mil equipes de Saúde da Família do País.
De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, “essa maneira de repassar era muito justificada pela chamada universalidade, mas criou o mundo dos esquecidos”, disse ao lançar o Programa. Boa parte das pessoas hoje não atendidas são moradores de rua ou das periferias, “as pessoas mais frágeis, são as que mais necessitam do cuidado da estratégia da Saúde da Família e da Atenção Básica”, destacou o ministro.
Hoje, 90 milhões de brasileiros são atendidos pelas equipes de Saúde da Família. O governo quer alcançar 140 milhões de brasileiros. Para isso, os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) e profissionais de saúde serão incentivados a buscarem e cadastrarem mais pessoas para acolhimento na saúde. Quanto mais pessoas forem cadastradas, mais recursos serão repassados.
Para receber os recursos, no entanto, é preciso qualidade no atendimento. Além do número de pessoas acompanhadas (principalmente quem recebe benefícios sociais, crianças e idosos), o município terá que responder a outros dois critérios, como por exemplo: melhora das condições de saúde da população e a adesão a programas estratégicos, como Saúde Bucal e Saúde na Hora, que amplia o horário de atendimento à população abrindo durante o almoço, à noite ou finais de semana.
“Essa medida vem atender aos 5.570 municípios de maneira uniforme e, principalmente, incluir aqueles brasileiros que não tinham sido vistos ainda”, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Wilames Bezerra.
O foco será o atendimento pré-natal, mortalidade infantil, doenças infecciosas, hipertensão, câncer, diabetes e saúde mental. Ao todo, serão monitorados 21 indicadores que precisarão ser informados regularmente para que os municípios recebam os recursos federais. Em 2020, serão acompanhados sete indicadores, aumentando sete novos a cada ano. Esse monitoramento será feito a cada quatro meses, a partir de setembro do ano que vem.
Texto: Reprodução Portal Planalto