Últimas públicações

LEIA MAIS: Ler, é tornar-se um gato preto, você ganha sete vidas

 João Carlos, licenciado em Matemática pela Unicentro (2015-2018), especializado em Ensino Lúdico, Educação Especial e Inclusiva e Docência no Ensino Superior, pela Faculdade de Educação São Luís. Atualmente é mestrando no Programa de Pós-Graduacao em Ensino de Ciências Naturais e Matemática, com ênfase na pesquisa de “Alunos com altas habilidades/superdotados em Matemática”, também na Unicentro. Apesar da forte afinidade com a Matemática, tem um enorme gosto por livros/leituras, pois lhe proporciona uma sensação de conforto, e permite mergulhar em vários universos distintos.

Por: João Carlos

Hoje, 23 de abril, é Dia Mundial do Livro, e não poderia é claro, deixar de fazer algumas colocações e reflexões que considero de extrema importância.

Assim como muitas pessoas criam ideias errôneas sobre outras pessoas, através de características externas, o mesmo acontece com os livros, julgam somente pela capa ou até mesmo, pelo próprio título. Quantas vezes você já pecou por construir preconceito acerca de alguém, e após conviver com essa pessoa, sentiu que estava totalmente enganado?  Pois é, a qualidade de um livro não pode ser expressa pela sua capa ou pelo título, precisamos conhecer tal obra para criarmos opiniões e julgamentos. Então, a partir de hoje, busque entender que, um bom livro não é aquele que tem a melhor capa ou o melhor título, mas sim, aquele que após lermos, nos revoluciona pessoalmente, nem que seja de forma mínima.

Gostaria que, gentilmente, você se imaginasse agora em nosso mundo, nos moldes atuais, sem saber ler. Imagine que, a leitura não faz parte de sua rotina, e que para conhecer e entender algo, você precisa buscar outras alternativas. Como você se sentira e o que faria? 

A reflexão que gostaria de provocar com isso, é que, caso você não tenha o hábito de ler de forma constante, é como se ocorresse exatamente o questionamento do parágrafo anterior. Por mais que saibamos ler, e não estimulamos isso, quando nos deparamos com problemas, ao invés de buscarmos soluções, através de uma “bagagem literária”, nos acomodamos e almejamos contar com uma “força do destino”, ou uma “ajudinha do universo positivo” que nem sempre dá certo. A leitura neste sentido, nos proporciona uma tomada de decisões de forma coerente e com argumentos sustentados por alguma teoria. 
Desse modo, o hábito de uma leitura com qualidade nos abre um leque gigantesco de visões, dando abertura para as mais diversas tomadas de decisões. É claro que, nem sempre vamos acertar, mas como gosto de afirmar, perder nem sempre significa não ganhar.

Você deve talvez, ter se perguntado a respeito do título deste texto, pois bem, em minha concepção, vamos muito além de tornar-se um gato preto, pois acredito que a cada livro que lemos, que agregue de alguma forma em nossa vida, é como se ganhássemos de fato uma nova vida. Ganhamos novas chances de sermos melhores e mais humanos. Ganhamos novas chances para se posicionar e argumentar sem medo.

Mais uma coisinha... para construirmos uma boa casa, não basta um número elevado de tijolos, é preciso um bom carpinteiro e uma construção com um bom planejamento. Na leitura, é da mesma forma. Os livros são os tijolos, você é o carpinteiro e precisa de um bom planejamento que envolva uma boa escolha e um bom aproveitamento do livro. As mais belas casas, nem sempre são as maiores!


O texto não reflete a opinião do portal, sendo de responsabilidade do autor