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Novo ministro da Saúde toma posse no Palácio do Planalto

Solenidade de posse do senhor Nelson Luiz Sperle Teich, ministro de Estado da Saúde
Imagem: Reprodução Assessoria Governo Federal
Nelson Teich substitui Luiz Henrique Mandetta no comando do Ministério da Saúde

Nesta sexta-feira (17), o presidente da República, Jair Bolsonaro, empossou o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, em cerimônia no Palácio do Planalto. A nomeação de Teich para o cargo, junto à exoneração de seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira.
Bolsonaro iniciou seu discurso lembrando que não há demérito para ninguém nesse momento, já que todos estão torcendo pelo Brasil. "O Mandetta assumiu esse time conosco em janeiro do ano passado. Tenho certeza que ele fez o que ele achava o que tinha que ser feito que eu dei liberdade aos ministros  para buscar o melhor para o Brasil por meio do seu ministério.” afirmou.
O presidente, no entanto, destacou que sua visão da situação é um pouco diferente da do ministro. "A minha visão tem que ser mais ampla, os riscos maiores logicamente são sob minha responsabilidade, eu tenho o dever de decidir, eu não posso me omitir, eu tenho que buscar aquilo que, segundo o povo que acreditou em mim, deve ser feito."
O presidente Bolsonaro ainda cumprimentou Nelson pela coragem em aceitar desafio e desejou sucesso. "Torcemos pelo seu sucesso, porque o seu sucesso poupa vidas, poupa pessoas que possam ser jogadas ao desemprego”, concluiu.
O ministro Teich destacou que uma das características do momento de pandemia do conoravírus é a pobreza da informação sobre a doença, a evolução e seus possíveis tratamentos. "Vivemos não só um problema clínico, mas também o de administrar todo o comportamento de uma sociedade que hoje está com muito medo. Através da informação, conhecimento e planejamento vamos procurar lidar da melhor maneira possível com essa doença”, disse.
Nelson falou ainda sobre como será sua gestão. "A ideia é que a gente trabalhe com pontos que considero essenciais. Uma é juntar informações das diferentes áreas dos ministérios para aumentar quantidade e detalhamento. A outra é uma maior integração dos ministérios para que a gente possa mapear coisas ligadas à saúde. Não podemos nos esquecer que as pessoas mais pobres serão as que mais vão sofrer e a atenção para essas pessoas será total”, informou o ministro.
Teich aproveitou para agradecer Bolsonaro pela oportunidade e à gestão anterior do Ministério da Saúde. "Recebo do presidente essa missão de ajudar e é uma honra estar aqui e ter a oportunidade de ajudar o Brasil nesse momento. Agradeço a todo o trabalho que foi feito na gestão anterior do Ministério da Saúde e vamos buscar continuar e agregar o que já tem sendo feito", concluiu.

Trajetória

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, é formado em medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e possui especializações em Medicina Interna e em Oncologia Clínica. Possui ainda pós-graduação em Economia da Saúde e mestrado em Avaliação Econômica de Tecnologia de Saúde, ambas pela Universidade de York.
Iniciou sua carreira como médico assistente de Atenção Primária no Hospital de Praia Brava, em Angra dos Reis (RJ), em 1981. E atuou no Hospital Geral de Jacarepaguá (RJ), entre 1985 e 1989. Também é um dos fundadores do Grupo COI (Clínicas Oncológicas Integradas), que presidiu até 2018, onde também criou o Instituto de Gestão, Educação e Pesquisa, destinado a realizar pesquisas clínicas sobre câncer.
Prestou consultoria em Economia da Saúde ao Hospital Israelita Albert Einstein (2010-2011) e foi membro do Projeto Oncorede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), dedicado a avaliar e otimizar o cuidado do paciente com câncer no âmbito da saúde suplementar. E desde setembro de 2019 prestava assessoria para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), do Ministério da Saúde.
É também autor de livros, contribuindo com as publicações Avaliação de Tecnologias em Saúde (2010); Fronteiras de Auditoria de Cuidados de Saúde (2008) e Câncer da laringe: uma abordagem multidisciplinar (1997).
Texto: Reprodução Assessoria Governo Federal