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O ASSUNTO É EDUCAÇÃO: E quando tudo passar

Élcio Wszolek, é Professor da Rede Estadual de Educação. Atualmente, diretor do Colégio Estadual Parigot de Souza. Graduado em Licenciatura em História pela Unicentro e Licenciatura em Filosofia pela UNIMES. Especialista em Educação Especial Inclusiva, pelo Instituto Superior Tupy. Especialista em História do Brasil, pelas Faculdades Integradas de Jacarepaguá. Especialista em Arte e Educação, pelas Faculdades Integradas do Vale do Ivaí. Aluno matriculado no curso de Especialização em Filosofia Clinica, pelo Instituto Packter 

Por: Élcio Wszolek 

Em meio à esta atmosfera de incertezas, é possível identificar um coro profético anunciando que, quando tudo passar, a humanidade alcançará um novo estágio evolutivo.

Particularmente, acredito que todos os momentos vivenciados (dos mais corriqueiros aos grandes eventos de nossas vidas), inevitavelmente nos proporcionam algum tipo de transformação. No entanto, para haver uma mudança substancial nos indivíduos, e consequentemente na sociedade, não basta o acontecimento em si. É necessário que a partir dele se impulsione um esforço para a aprendizagem.

Neste momento, precisamos compreender (entre outras coisas), a nossa fragilidade diante do universo e seus enigmas, bem como, tomar consciência da necessidade que temos da presença do outro. Não apenas daqueles que amamos, mas de todos que compõem a nossa "teia social". E que este entendimento nos direcione à uma mudança de hábitos e atitudes.

Estamos próximos de alcançar o número de 20 mil mortes confirmadas no Brasil em decorrência da Covid-19. Muitos estão afastados à várias semanas de pessoas de seu vínculo social. Distanciados de amigos, familiares... Porém, observando postagens diárias nas redes sociais, percebo que, apesar de tudo, ainda somos os mesmos. Ainda vivemos em um mundo dicotômico. Ainda somos egoístas. Ainda propagamos o ódio. E por isso, quando tudo passar, precisaremos analisar. Analisar e mudar.

E a escola deverá se apresentar como uma das protagonistas neste processo. Mas antes de ensinar, devemos aprender. O silêncio deprimente do interior da escola vazia, a necessidade de sustentar o ensino no improviso. O árduo trabalho diário sem a promessa de grandes resultados... Tudo isso tem muito à nos ensinar.

Quando tudo passar, precisaremos romper definitivamente com o modelo exclusivamente racional e dicotômico de pensamento.

Quando tudo passar, será necessário utilizar toda a aprendizagem adquirida no que se refere ao uso das novas tecnologias digitais da informação e comunicação, buscando o conhecimento a partir da perspectiva de rede. No entanto, tendo a consciência de que nenhuma tecnologia substitui a relação presencial entre professor e aluno. Muito mais do que aprendizagem, ali há afeto.

Quando tudo passar, saberemos que é possível uma aproximação maior entre toda a comunidade escolar. Educadores, responsáveis, alunos... Todos juntos. Cada um assumindo suas responsabilidades.

Quando tudo passar, deveremos ter aprendido ser mais empáticos. Saber ouvir. Saber dialogar.

Quando tudo passar, deveremos saber a importância de propagarmos  a ideia de que o pensamento positivo tem um poder ilimitado. 

Quando tudo passar, antes de tudo, nos permitamos à um abraço.

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